Histórico

“O ecoturismo é provocar satisfazer o desejo que o homem tem de estar em contato com a natureza, é explorar o potencial turístico visando conservação e desenvolvimento, é evitar o impacto negativo sobre a ecologia, cultura e estética”.
David Western

A PEDRA TORTA QUE A TODOS ENCANTA

Nome originalmente dado pelos índios Pataxós - primeiros habitantes da região - a cidade de ITACARÉ, que na língua tupi-guarani significa Pedra Torta (Ita=pedra e Karé=arqueado, torto), só voltou a ser assim reconhecida em 1931, visto que em meados do século XVII os jesuítas que aqui desembarcaram com os colonizadores europeus batizaram a vila com o nome de São Miguel do Rio de Contas.

A cultura cacaueira viabilizou o crescimento de toda a região. Muitos foram os homens que se dedicaram ao cultivo do cacau, bem como ao intermédio de sua exportação para diversas partes do mundo. Tal fruto era sinônimo da “razão de ser” da vida da sociedade como um todo. Itacaré fora um dos principais pontos de escoamento da produção agrícola do estado, e no auge da produção cacaueira, a burguesia local, com certas ressalvas, não estabelecia limites para a ostentação de seu poder. Muitos casarões foram construídos, ganhando destaque em sua arquitetura a Igreja de São Miguel, fundada em 1730 pelo Padre Luiz Dagran.

Após um longo período de importância econômica nacional e internacional, a cacauicultura entrou em declínio em fins da década de 80 com o advento da peste da vassoura-de-bruxa, cujo fato, gerou uma crise sem precedentes para a economia local. Dentre as alternativas para a geração de renda da cidade, a atividade turística vem se tornando um vetor para o seu crescimento e desenvolvimento.

Isolada por muito tempo devido à restrita acessibilidade, Itacaré foi finalmente descoberta a partir da inauguração, em 1998, do trecho da rodovia BA 001 ligando o município à cidade de Ilhéus, iniciando aí o processo que o transformou em um dos cartões postais do ecoturismo brasileiro em virtude do seu grande potencial cultural e natural.

Seu território ocupa um dos últimos resquícios de Mata Atlântica, o que incentivou o governo do Estado da Bahia a criar uma Unidade de Conservação para a região. A Área de Preservação Ambiental-APA abrange 16 mil hectares, ocupando uma faixa litorânea de aproximadamente seis quilômetros de largura por vinte e oito de comprimento. Limita-se ao norte pela Foz do Rio de Contas, ao sul pelo Riacho do Sargi e ao leste pelo Oceano Atlântico.

Possuidora de paisagens paradisíacas em meio a Mata Atlântica, diversos roteiros são oferecidos na cidade por agências especializadas em ecoturismo e turismo de aventura, para que todos possam usufruir e explorar todo o potencial da região.


 

Condomínio Conchas do Mar II, Quadra C, lote 2 • Itacaré/BA • Tel/Fax: (73) 3251 3098, 3251 2750 • viladodengo@gmail.com


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